FernandoBisker

23 de julho de 2010

Abra cadabra - supertições pelo judaísmo

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CURIOSIDADES JUDAICAS

Fernando Bisker – Miami- EUA (Editado por Ana Bisker)

Já nos questionamos sobre a origem de certas expressões e frases? Em qualquer lugar do mundo os mágicos falam a seguinte frase: Abra Cadabra. Mas qual o significado destas palavras tão estranhas?

“ABRA” - na linguagem do Talmud significa “seja feito“. “CADABRA” -  do verbo em Hebraico Ledaber e em Aramaico  ”como estou dizendo“. E já que estamos falando de “magia”, vamos falar um pouco sobre este tema.

Já terminou a participação do Brasil na Copa do Mundo, e todos nós torcemos com o coração na mão. Sempre aparecem aquelas pessoas que acreditam ser pé-quente, ou pé-frio, que dão sorte, e até aquelas que saem da sala por acreditar que isso possa influenciar o resultado do jogo. Fazer figas, cruzar os dedos, bater na madeira, e por aí vai… A lista de superstições e crendices é interminável. A propósito, investiguemos um pouco do que a nossa Torah tem a dizer a respeito das figas, pulinhos no mar e afins, e até onde isso tudo poderia ter afetado o moral do técnico Dunga e de nossa seleção.

Judaicamente falando, não existe nenhuma força intermediária entre Deus e os homens. Qualquer um pode ter acesso irrestrito a Deus. A qualquer hora e em qualquer idioma, basta rezar, pedir, chorar, e até agradecer. Não existe uma figura humana que atue como intermediário entre Deus e sua criação, que tenha poderes para perdoar ou punir. A figura do sábio (rabino), em contrapartida, faz-se necessária na medida em que este possa ajudar e orientar o indivíduo no seu próprio caminho. O rabino pode mostrar-lhe maneiras de ampliar a consciência e conectar-se com Deus, de enriquecer seu auto-conhecimento, promover o auto-aprimoramento e esclarecer questões de ordem prática, no que concerne as leis e tradições.

Direcionar a reza a seres intermediários, como anjos por exemplo, não faz parte do nosso repertório. Nem tampouco rezar fazendo pedidos de auxílio vindo de alguém que já morreu, já que desta forma estar-se-ia conferindo uma força a uma entidade que não atua independente da ordem divina. O costume já bem famoso de ir até o local onde grandes rabinos e tzadikim estão enterrados, não deve ser confundido com romarias e outras práticas. Visita-se as tumbas dos grandes rabinos por acreditar que a presença Divina segue impregnando o local, já que o “tzadik” dedicou sua vida a transformar-se em um receptáculo de Torá e sabedoria divina. Logo, nesses locais, bebe-se desta inspiração e reza-se unicamente para Deus.

Utiilzar  figas, amuletos, cruzar os dedos, bater na madeira - para nós judeus nada disso tem poder, e não é uma boa idéia aventurar-se por essas práticas.

No reveillon, por exemplo, muitos judeus jogam todo ano um punhado de flores para Iemanjá, gesto acompanhado dos famosos três, sete, ou até mesmo dez pulinhos nas ondas do mar. Analisemos o nome Iemanjá, cuja definição na  Wikipedia é “a deusa do mar”. Etimologicamente, é possível buscar as raízes do nome no Hebraico:  IAM- Mar -  MIN - Do  -  Ia (o “J” e o “Y” do Hebraico ao Português é trocado) - que seria um dos nomes de Deus (nome Divino composto das letras “iud” e “hei”, com a vogal “a”).  Muitos judeus mantêm esse costume, muitas vezes pelo embalo do clima festivo, outras vezes por superstição mesmo.  Mas a cerimônia, que é religiosa, consiste em oferecer flores à deusa do mar, e não difere de qualquer outra cerimônia em que se ofereça frutas a uma imagem, ou vinho a uma estátua. É proibido segundo a Torá fazer oferendas a qualquer entidade, espírito, estátua ou figura.

Com todo o respeito a outras religiões, e não desejando criticá-las, já que cada um tem seu livre arbítrio, lembremos somente de como nós judeus devemos nos cuidar para não nos deixar assimilar - mesmo que sem querer - por práticas religiosas que não pertencem à nossa cultura e nossa tradição.

E quanto ao Dunga, bem… Não sei bem o que tudo isso tem mesmo a ver com ele. Mas no final das contas, todos torcemos pelo Brasil, e como se costuma brincar por aqui, dizem que Deus é brasileiro, vamos pedir uma forçinha para ver se pelo menos em 2014 seremos os campeões.

Jan Fischer - um grande amigo dos judeus

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Jan Fischer - um grande amigo dos judeus

Fernando Bisker- Miami- EUA- (Editado por Ana Bisker)

Acaba de assumir o novo primeiro ministro da República Tcheca, Petr Nečas que dificilmente chegará a marcar seu lugar na história da mesma forma que seu antecessor Jan Fischer, conhecido amigo de Israel e dos judeus.

O pai de Fischer, judeu e sobrevivente do Holocausto, era mais uma das vítimas que carregava no corpo e na alma a carga pesada e horripilante dos campos de concentração. Ao crescer, Fischer recebeu o peso de um Holocausto, mas também um carinho e amor ao judaísmo que ultrapassaram até mesmo o fato de Jan não ser tecnicamente judeu, sabendo-se filho de uma não-judia. Levado pelo sentimento de amor pelo judaísmo e pelo povo judeu, Jan sempre esteve presente na sinagoga, participando das festividades judaicas. Jan Fischer casou-se pela primeira vez com uma mulher judia e teve dois filhos.  Já no segundo casamento, com uma mulher não-judia, teve um filho, chamado também Jan.

Seu filho Jan, também tecnicamente não-judeu de berço, decidiu estudar Torah, foi visitar Israel, e, aos poucos, decidiu converter-se ao judaísmo de acordo com as leis do tribunal rabínico ortodoxo em Israel. Jan Fischer filho estudou em uma yeshivá ortodoxa e é hoje um típico judeu ortodoxo. Seu pai, Jan Fischer, então primeiro-ministro Tcheco, apoiava-o incondicionalmente, sempre muito emocionado ao ver seu filho voltar à religião de seu próprio pai. Ao ser convidado pela comunidade local para a cerimônia de acendimento de velas de Chanuká, não precisou de intérprete nem porta-voz, pois já sabia a reza de memória - em Hebraico.

No último Pessach, o primeiro-ministro decidiu fazer o Seder com o rabino de Praga, Rav Manis Barash. Fischer pediu ao rabino, se possível, que o recebesse com discrição absoluta, e mantivesse sua identidade em sigilo para que ele pudesse aproveitar a festa. Num salão lotado com 250 participantes, muitos olhavam para o primeiro-ministro, mas chegavam à conclusão mais provável de que deveria ser alguém muito parecido. Ao final do Seder de Pessach, em que se entoa a mântrica melodia Chad Gadyá , o rabino finalmente fez sua revelação ao público: “Agora que já terminamos o Seder, e todos puderam aproveitar de forma natural esta noite tão especial,  temos todos o dever e o prazer de receber oficialmente o nosso primeiro-ministro, Sr. Jan Fisher, que muito nos honra com sua presença no nosso Seder de Pessach. Emocionados, todos levantaram-se e viraram-se para a porta, numa repetição do gesto realizado não muito tempo antes à espera de Eliahu Hanavi. Ao perceber que não havia sinal de nenhuma grande aparição do chefe de estado, confusos, voltaram-se para novamente para o rabino, que continuou: “Sr. Jan Fischer, presente no canto da mesa, por gentileza pronuncie para nós algumas palavras nesta noite tão especial.”  Todos aplaudiram, sem conseguir acreditar que nas últimas duas horas ele havia estado lá, participando de todas as partes da cerimônia - “Avadim Ainu”, “Ma Nishtaná”, e tudo mais. Jan Fischer levantou-se e pronunciou um discurso emocionado.

Em entrevista à revista Mishpachá de Israel, disse: “Meu pai sempre me contou sobre suas memórias, sobre o Holocausto, e sempre que possível participávamos de cerimônias que lembravam os horrores deste genocídio. Mas o que eu mais me lembro em minha infância era quando íamos para a sinagoga, participávamos das rezas nas festividades. Nunca me esqueci daquele ar de pureza e santidade que cercava a todos os presentes. Lembro-me também do Purim, dos presentes que dávamos e recebíamos. Adorava participar da preparação das matzot no quintal da sinagoga de Praga, com os grandes rabinos da época que lá viviam. Lembro-me ainda do gosto saboroso daquelas matzot. E agora, pelo mérito do meu filho Jan, que tornou-se judeu e cumpre à risca os preceitos judaicos, a família Fischer poderá novamente perpetuar nossas tradições”, concluiu.

11 de junho de 2010

CIRCUNCISÃO, SAÚDE E RELIGIÃO

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CIRCUNCISÃO, SAÚDE E RELIGIÃO

Fernando Bisker – Miami- EUA

O motivo de uma mitsvá (mandamento da Torá)  está muito além do motivo fisiológico,  através de uma mitsvá nos conectamos com nossa própria essência e espiritualidade, e mais uma vez veremos a compatibilidade entre o nosso organismo e os mandamentos da Torá com esta matéria sobre o Brit milá.

A circuncisão é um mandamento da Torá cumprido até hoje pela maioria dos judeus no mundo. Mesmo aqueles que não são judeus praticantes, mesmo aqueles que nem em Yom Kipur vão às sinagogas e nem jejuam, fazem questão que seus filhos façam a circuncisão. Nas últimas décadas,uma grande quantidade de não-judeus no mundo inteiro, já no hospital fazem a circuncisão nos seus filhos após o nascimento. A Torá comanda que todos os judeus façam a circuncisão, mas no entanto não explica os motivos médicos, nem tampouco os benefícios para a saúde. Porém deixa claro a suma importância de realizá-lo.

Com o desenvolvimento da ciência e da medicina, foi comprovado que a circuncisão protege, e protege muito. Um estudo feito pelo Instituto de Saúde dos Estados Unidos (NIH) (U.S. Centers for Disease Control and Prevention) publicado em um site do próprio Governo Americano afirma e até recomenda que seja feito a circuncisão, e que este procedimento diminui em 44% o risco de se contaminar com AIDS, e muitas outras doenças que não pretendo citar nesta matéria. Por esta e outras razões, atualmente nos Estados Unidos 79% dos homens tem a circuncisão.

Para concluir, gostaria de explicar que para os judeus, a circuncisão é um procedimento religioso, e que hoje em dia sabemos que tem um caráter médico também. Pelo judaísmo e pelo misticismo judaico existem dezenas de explicações espirituais e ligadas à nossa alma. O procedimento simplesmente médico não cumpre com a mitzvá de brit-milá. Para aqueles que fizeram a cirurgia de fimose, porém sem um acompanhamento rabínico, deve procurar um rabino que conhece os procedimentos da Torah para fazer a parte religiosa, mesmo retroativamente, mas não há motivo para preocupar-se, pois só necessita do complemento religioso. E, para aqueles que são judeus, e estão para decidir como fazer o procedimento, não custa nada fazer já de uma maneira que vai incluir as questões médicas, mas também cumpra com a parte religiosa, já que “Aquele” que escreveu a Toráh há milhares de anos e incluiu toda esta sabedoria médica por de trás, também criou muita sabedoria espiritual e energética, que mesmo que não podemos ver, podemos acreditar que alguma coisa há de bom por trás disso tudo.  Pelo grande mérito do cumprimento do Brit-Milá, seguindo a legislação da Torá, receberemos vários benefícios em nossas vidas e também em nossas pós-vidas como está escrito no Zohar e nos Midrashim.

FONTES:

Neste link é possível entender um pouco mais - Debate sobre circuncisão com a participação de Osias Wurman, Marcelo Itagiba, Flavio Condé e Rabino Eliezer Stauber : 

http://www.youtube.com/watch?v=W_uDAuiOxw8

Fontes:

http://www.cdc.gov/hiv/resources/factsheets/circumcision.htm

U.S.
Centers for Disease Control and Prevention (Male Circumcision and Risk for HIV Transmission and Other Health Conditions: Implications for the United States)

1 de junho de 2010

MENSAGEM DE UMA MÃE JUDIA EM DOR - PERDA DE SUA FAMíLIA EM UM ACIDENTE DE HELICÓPTERO

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MENSAGEM DE DOR DE UMA MÃE JUDIA

Recebi uma carta da mãe do empresário Moisés Saba, morto no acidente de helicóptero este mês no México. A Sra. Victoria Masri de Saba, num momento de luto e dor, pediu para publicarmos sua carta, que é nosso dever divulgar e reconhecer um pouco de tudo o que sempre esta brilhante família fez e faz por nosso povo. A carta original é em Espanhol, e traduzi para o Português. Como diz no Talmud, palavras que vem do coração, entram no coração. E podemos aprender destas tristes palavras, uma lição para nossas vidas.  

Fernando Bisker-Miami-EUA


Moises Saba Z’L

Carta de Victoria Masri de Saba

Neste momento, quando a dor é tão intensa e o sofrimento tão agudo, e quando as palavras de consolo não são suficientes, e as lágrimas não param de cair, gostaria de transmitir uma mensagem: O carinho que recebi de todos vocês me fez sentir que minha tragédia e de minha família não é uma tragédia pessoal, e sim uma tragédia de todos. E por isso, antes que nossos corações voltem a se fechar e a endurecer, quero expressar o que estou sentindo.Esta é uma grande oportunidade! Não vamos deixar que passe. Esta tragédia nos afetou, a todos nós. Estamos mais unidos, uns aos outros, e muito nos fez pensar.

Vamos utilizar este momento para refletir. Vamos analisar nossos caminhos, se estes são bons, se nossas aspirações são as corretas,  se nossas ações nos levam para o bem, se nossa fala e língua estão em nosso controle, se nossos pensamentos são puros.Por um acaso não estamos vivendo em um mundo contaminado? Cheio de inveja, ódio, rancor e orgulho? Vamos recordar hoje, que a condição humana é o maior valor que nos dá a vida, e como tal, sejamos mais humanos.

A vida não pode seguir igual. Devemos mudar, mudar para bem. Devemos nos conectar com nossa essência, nossos valores, nossa missão, nosso Criador.Hoje sabemos que a vida terrena não é eterna, que em um pequeno instante tudo termina. Primerio de tudo, começemos a viver. Vamos tomar hoje uma decisão. Vou começar a viver! Vou ser uma pessoa melhor do que fui ontem. Começamos por algo pequeno, como dizem nossos sábios ” Uma mitzvá leva a outra”, e assim, uma pequena boa ação vai nos levar a uma outra, e a uma outra, como uma bola de neve, que cresce,  transformando nossa vida em uma vida cheia de sentido.

Quando abrir os olhos de manhã, vamos recitar o “Mode Ani”, uma reza onde agradecemos à Deus por poder acordar com saúde para mais um dia, um agradecimento por uma nova oportunidade de viver. Começar o dia agradecendo e expressando o bem que recebemos, buscando alguém para ajudar, tanto com uma tzedaká (caridade), como um pequeno sorriso ou um conselho.

Se ainda não acende velas de Shabat, começe esta Sexta-Feira. Se não sabe o prazer que é dar caridade, começe hoje. Enriqueça sua alma participando de alguma aula de Torah semanal, participando de algum trabalho voluntário ou em alguma organização beneficiente.Tratamos hoje de sermos mais honestos, não mentir, não julgar os outros para mal, e não usar nossas línguas para falar dos outros. Sejamos mais sinceros.Vamos começar com algo pequeno, mesmo que seja bem pequeno, mas que seja positivo, Vamos mostrar à Deus que sim queremos nos conectar, que este é nosso objetivo.

Este acidente foi um decreto duro que não podemos explicar. Pessoas boas, de bom coração e amor ao próximo. Pessoas que cumpriam Shabat, cumpriam Torah e faziam as mitzvot.  Mesmo assim, Deus, aceitamos com amor, e por favor, que não aconteça isso com mais ninguém, nunca mais.

Espero que Deus nos tire este decreto, porque não desejo isso para ninguém, nem um por cento do sofrimento que estamos vivendo. Mas devemos saber como reagir e começar algo.  Algo pequeno. Hoje! Peço que minhas palavras não entrem por um lado e saiam pelo outro. Não se levante de sua cadeira antes de aceitar um novo passo, um pequeno passo para melhorar.

Victoria Masri de Saba

NASA - ILAN RAMON - CUMPRINDO A TORAH NO ESPAÇO

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No dia 1 de Fevereiro de 2010, comemora-se o sétimo ano do falecimento de Ilan Ramon, o primeiro astronauta israelense a viajar ao espaço. Gostaria de compartilhar uma parte da história real de Ilan Ramon, que trabalhava na Nasa e vivia na Flórida.

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(Ilan Ramon segurando um copo de Kidush)

Certo dia, o Rabino Zvi Konivov (foto) organizou uma palestra com Ilan Ramon, para um seleto grupo de líderes da comunidade judaica da Flórida. O serviço de segurança israelense e os funcionários da Nasa programaram o evento para que tudo fosse feito da forma mais discreta possível.

Após a palestra, Ilan Ramon procurou o Rabino e disse: “Rabino, em breve viajarei ao espaço, e representarei o povo de Israel perante o mundo. Decidi comer somente comida Kasher e respeitar o Shabat durante o tempo em que estiver na missão espacial, como símbolo da tradição do nosso povo.”

O Rabino, encarregado de tratar do assunto perante a Nasa, deparou-se com a primeira indagação: “Comida Kasher para astronautas?,” perguntaram, “Como faremos isso?” .

Não foi tarefa fácil, porém Ilan Ramon não abriu mão de sua decisão, e a Nasa por fim encontrou uma solução. Contratando os serviços da empresa My Own Meal, de Deerfield, cuja especialidade é preparar kits para acampamentos e viagens, adaptou-se o menu às exigências da Nasa, e preparou-se todo o cardápio Kasher de Ilan Ramon.

Resolvida a questão da comida, o próximo desafio:  Shabat no espaço - O ciclo de um dia no espaço se completa a cada 90 minutos, ou seja, a cada certa quantidade de horas Ilan Ramon teria que cumprir o Shabat, o que logicamente não faz sentido.

A questão foi levada às grandes autoridades rabínicas que chegaram à conclusão:

O Shabat deve ser cumprido de acordo com o horário do local de partida, o Cabo Canaveral, como se Ilan estivesse cumprindo o Shabat na Terra.

Com essa resposta, os preparativos religiosos começaram a ser realizados.

Impossível descrever o choque de todos os membros da sinagoga quando foram informados pela polícia local sobre a explosão da nave. O silêncio absoluto selou o momento, uma tristeza profunda invadiu aquela comunidade naquele instante.

A mensagem mais forte que Ilan Ramon deixou para todos nós é a da força de vontade, da perseverança, do idealismo característicos do nosso povo. Ilan, descendente de sobreviventes do Holocausto, levou consigo o desenho do adolescente Petr Ginz, assassinado aos 16 anos de idade pelos Nazistas. No desenho, que ilustrava a paisagem da Lua, estava contida a idéia da conquista, o êxodo final do nosso povo, o troféu da vitória, eternizado infelizmente pela morte de Ilan Ramon. Não obstante, seguimos, nós judeus, sabendo-nos representados pela figura de Ilan Ramon, um herói, por suas escolhas e por seu caráter. Independente do seu nível de observância do judaísmo, cada passo do crescimento espiritual de um indivíduo pode ser um alicerce para toda a humanidade. Se houver constância e vontade de fazer o bem, as dificuldades se transformarão em desafios. E, afinal, a que se resume nossa existência se não uma coleção de desafios a serem superados?

Neste sétimo ano de falecimento de Ilan Ramon, é importante lembrar que esse homem, ao chegar no ponto máximo de sua carreira, não estava preocupado em ser capa de jornal e ser o centro de seu próprio ego. Ilan Ramon, humildemente, colocou seu foco em representar o povo judeu, em cumprir os precitos básicos da Torá, mesmo em condições tão adversas. Aproveitou seu estrelato para deixar sua mensagem. Cabe a nós preservar esta memória em palavras - que o povo judeu consiga fazer de suas tradições uma prática viva.

Fernando Bisker - Miami

COCA COLA KASHER - ENTENDA

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Editado: Fernando Bisker - Miami
O RABINO E A COCA-COLA KASHER

Uma cerimônia em homenagem aos 40 anos de falecimento do Rabino Tuvia Geffen foi realizada em Israel.
Este rabino ortodoxo, que sempre conseguiu encontrar soluções criativas para suas questões, marcou época e deixou sua marca na história do mundo Kasher.
Como sabemos, a Coca-Cola, um dos símbolos americanos mais conhecidos no mundo, tem sua fórmula secreta guardada a sete chaves, porém, durante muitos anos, uma das únicas pessoas no mundo que sabia sua fórmula era o Rabino Tuvia Geffen, o homem que transformou a Coca-Cola em Kasher.
R.Geffen nasceu em Kovno, Lituânia, no dia 1 de Agosto de 1870. Estudou na Yeshivá de Kovno e Grodno e se tornou rabino graduado pelos seus mestres R.Tzvi Hirsch Rabinowitz de Kovno e R. Danishevsky de Slobodka. Casou-se com Sarah Hene Raninowitz em 1898. Teve 8 filhos e seu casamento durou 63 anos.
Em 1903, após o progrom em Kishniev, R.Geffen e sua família foram morar em NY, se tornou Rabino em Canton, Ohio, e depois de alguns anos, optou em se mudar para Atlanta, onde o clima era mais agradável, se tornando o rabino da organização Sheerit Israel, até Fevereiro de 1970.
Sua filha Helen estava estudando química alimentar na Universidade da Geórgia, quando, como parte de seu projeto, resolveu analisar a composição da Coca-Cola, e encontrou em sua composição, glicerina, feita de gordura animal. Alguns rabinos na época já autorizavam o consumo da Coca-Cola como produto Kasher, muitos devido a regra de 1/60, onde se existe uma parte não kasher para 60 partes kasher, estaria ok o consumo, e outros por não saber da presença da glicerina na fórmula.
Quando o rabino Geffen escutou de sua filha a respeito da glicerina animal ficou muito preocupado, e viu que ali havia um problema, já que a regra de 1/60 somente se aplicaria caso esta parte não kasher se misturasse de forma acidental com as 60 outras partes kasher, mas sendo feito a mistura de forma intencional, todo o produto seria considerado como não kasher.
O rabino de imediato contatou com o Sr.Harold Hirsch, um grande empresário e líder comunitário em Atlanta. Harold se encontrou com o Sr.Asa Candler, um dos fundadores e donos da Coca-Cola. Muito antes do mundo se tornar tão globalizado, o sr. Candler já sonhava que seu produto fosse vendido em todos os países do mundo. Ao escutar do problema, Mr. Candler disse: Se todo o mundo vai tomar Coca-Cola, não quero que exista um grupo, o grupo dos Judeus que deixem de tomar meu produto, todos tem que ter a oportunidade de tomar Coca-Cola.”. Sr. Candler chamou seus diretores e disse: “Quero que vocês acompanhem o rabino e resolvam este problema o quanto antes”
R.Geffen teve diversas reuniões com executivos e químicos da Coca-Cola, assinou um termo de “segredo de Estado” com a empresa e passou a ter acesso a fórmula secreta do produto.
Como resultado, Coca-Cola desde então aceitou subsitituir a glicerina animal por um outro produto Kasher, e também substituir derivados de milho, para poder existir a opção de Coca-Cola Kasher para Pessach.  Após estas mudanças, a Coca-Cola se tornou oficialmente Kosher.
Fonte: Jerusalem Post - Israel

TERREMOTO E O SAQUE - AONDE VAMOS PARAR?

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O TERREMOTO E O SAQUE

**O Globo -Centenas de pessoas saquearam um supermercado em Concepción - Chile

Gostaria de falar sobre uma passagem do Pirkei Avot (Ética dos Pais), parte da Torah Oral, que foi entregue juntamente no Monte Sinai:

Capítulo 3.b – Rabino Chanina, “sgan” dos sacerdotes dizia: ”Reze pela prosperidade daqueles que estão à frente do Estado, pois sem o seu temor, homens devorar-se-iam”.

Estamos presenciando um fenômeno muito triste nos últimos anos, tanto no caso do furacão Katrina, que atingiu New Orleans, como mês passado no Haiti e agora no Chile, onde na ausência de polícia e exército as pessoas aproveitam para saquear tudo, não somente por necessidade, mas também para “tirar vantagem” da situação.

Em relação ao que diz a Mishná, que devemos rezar para que o governo tenha a força para controlar a população, já que se não houver temor ao governo, uma pessoa iria “engolir” o outro vivo, vemos que na realidade estas pessoas sempre tiveram este potencial criminoso, mas que veio à tona no momento que não existia controle.

Desejamos que as pessoas saibam, que acima do governo e da punição humana, existe uma outra passagem no mesmo livro de Mishnaiot em relação a Deus: “Um olho te vê, um ouvido te escuta, e todos seus atos em um livro estão sendo escritos”, ou seja, em algum momento a justiça será feita.

Desejamos força a todas as vítimas do terremoto para conseguir superar esta tragédia tão dolorosa.

HAMAN e Ahmadinejad - PURIM - IRÃ / PÉRSIA -

Haman e Ahmadinejad

Esta semana tivemos a festa de Purim, onde estudamos a história que o Rei Assuero, que seguindo o conselho de seu principal ministro Haman, decidiu exterminar o povo judeu, crianças, velhos e adultos, todos.

Em uma conferência em Teheran para apoiar aos Palestinos, com a presença do líder terrorista do Hamas, Khaled Mashal, no Domingo (28.Fev - justo em Purim), Ahmadinejad sugeriu no final de seu discurso que vai realizar um referendo para a destruição de Israel. (veja o link)

http://www.jerusalemonline.com/banner/abmw.asp?z=3&isframe=true&autorotate=true

A história se repete, no caso do Haman, no caso de Hitler (exatamente exterminar completamente com os judeus) e agora com o discurso de Ahmadinejad, sugerindo um “referendo” para DESTRUIÇÃO de Israel. Por um acaso o mundo já se acostumou com este tipo de  frase?

Em algum outro momento da história moderna já se escutou um líder de um país expressar que quer EXTERMINAR um outro país e seu povo?

Os EUA por um acaso disseram “Vamos exterminar o Iraque?”, e a Rússia disse “Vamos exterminar com a Géorgia”?

Em Purim, ao escutar o decreto de Haman, o povo jejuou, rezou e se aproximou da Torah.

Agora estamos começando a viver o nosso Purim, e devemos, nós judeus, refletir e ter orgulho de ser judeus, nos aproximar de nossa tradição e além de nos defender com todos os meios possíveis, confiar que nosso povo continurá existindo apesar do Holocausto, Inquisição, Pogroms e Ahmadinejads.


Fernando Bisker - JCLE Miami

VIDA EXTRA-TERRESTRE PELA VISÃO DA TORAH

QUAL A VISÃO DO JUDAÍSMO SOBRE A EXISTÊNCIA DE OVNIs e VIDAS EM OUTROS PLANETAS?

Parte I: OVNIs: VOCÊ ACREDITA?

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Será que existem outros seres no espaço?

O que o judaísmo diz a respeito?  A existência deles contradiz a Torah?

Caso Westendorff – BRASIL

No dia 5 de outubro de 1996, o empresário gaúcho Haroldo Westendorff, 39 anos, administrador de uma empresa de beneficiamento de arroz, viveu uma experiência fantástica enquanto pilotava seu próprio avião monomotor Tupi.

Relato

“Estava voltando do aeroporto quando me deparei com um objeto enorme. Sou piloto desde os anos 70 e sei muito bem que aquilo não era um balão meteorológico. O objeto tinha uma base do tamanho de um estádio de futebol, com cerca de 100 metros de diâmetro e 50 a 60 metros de altura. Ele tinha a forma de um cone, com os vértices arredondados e percebi que poderia acompanhá-lo. Por 12 minutos permaneci voando ao redor do OVNI, a uma distância de aproximadamente 100 metros. A nave girava em torno de si própria e se deslocava em direção ao mar. Para acompanhá-la, voei a uma velocidade de 60 milhas por hora (100 km/h) e a cerca de 1.800 metros do chão.

De repente, a parte superior do OVNI se abriu, bem na ponta e dali saiu um disco voador na vertical, que em seguida se inclinou 45 graus e disparou, para cima, numa velocidade impressionante. Pensei em dar um mergulho com o avião sobre a abertura da nave, para ver o que havia dentro. Desisti quando surgiu dali uma coluna de raios avermelhados ondulantes, depois a nave subiu na vertical, sem fazer vento, sem ruído de explosão e sem nenhuma reação física. Já vi um caça F- 16 a 2.400 quilômetros por hora e calculo que a nave tenha subido a mais de 12 mil quilômetros por hora, em questão de segundos.”

Há centenas de anos o homem vem observando estranhos objetos no céu, só que nunca se interessava tanto por eles. Porém, a partir das décadas de 40 e 50 esse assunto tornou-se popular e é atualmente discutido por muitos especialistas em todas as partes do mundo. O que obviamente diriam no passado caso ouvissem falar sobre um OVNI? Provavelmente diriam: “Não acredito até ver com meus próprios olhos!” Porém, com os avanços tecnológicos e a criação de máquinas fotográficas, câmeras de vídeo e os mais modernos computadores, não estamos mais em um nível de simplesmente “ouvi dizer” sobre o fato, e sim, de simplesmente “ver”! E por causa disso atualmente as pessoas começam a se convencer da existência de outros seres extraterrestres, cada um do seu modo.

Devemos ressaltar que OVNI significa Objeto Voador Não Identificado, como o próprio nome já diz, “não identificado”, e tudo que não tem identificação ou explicação passa a ser um OVNI. Um estudo estatístico feito pelo Centro de Astrofísica dos EUA, publicado na edição americana da revista Galileu de 1995, comprovou que entre 118.446 casos apenas 841 (0,7%) ficaram sem explicação.

Há alguns anos na Inglaterra ocorreu que em dezenas de plantações de trigo apareceram círculos perfeitos no meio do trigo (como no filme “Sinais”) e os donos dos campos não sabiam de onde surgiram tais formas. Os estudiosos no assunto tentaram explicar o fato dizendo que o encontro de massas quente e fria no mesmo local pode causar um tornado relâmpago que deixou a plantação devastada em círculos perfeitos.

Já que os OVNIs ficaram populares muitas pessoas se questionam qual será a visão da Torá sobre esse assunto. A maioria dos comentaristas, rabinos e legisladores não protestam ou discutem sobre a existência ou não de criaturas no espaço sideral. Se de fato existiram, há informações nas obras literárias da Torá como Talmud, Zohar, Sefer Haikarim, Sefer Habrit e outros sobre eles:

- Não possuem livre-arbítrio
- Não receberam ensinamentos da Torá
- São de forma diferente da nossa e são diferentes um dos outros
- É possível que possuam inteligência própria.
- Consta no Talmud Avodá Zará (3b) metaforicamente: O que D’us faz durante o dia e a noite? E responde: “Monta em Sua carruagem e passeia pelos 18 mundos”.

Consta no Zohar: “E foram criados 7 mundos, um sobre o outro e o nome desses mundos são: Eretz, Adamá, Ghi , Neshiá , Tsia, Arká e Tevel, e entre esses mundos há um céu e lá existem diversas criaturas … e eles possuem uma memória muito fraca”. “E Tsiá é um mundo de terreno muito árido, seco e com odor fétido…”

Em outros lugares da Torá são citados episódios em que há visões não identificadas e aparições de criaturas estranhas. Vemos que não há nenhuma contradição entre as escrituras sagradas e a possibilidade de existirem outras criaturas no universo.

RABINO ANDRÉ (CHAIM VITAL) PASSY DA YESHIVA OHR ISRAEL c/ FERNANDO BISKER (Miami)

SOBRENOMES JUDAICOS - ORIGEM

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Obama could name Supreme Court pick at any ...
Fernando Bisker - Miami

Elena Kagan foi nomeada juíza do Tribunal Supremo pelo presidente Barak Obama . Hoje foi também divulgado que será a primeira vez que uma mulher judia ocupará este cargo no Supremo. Dos nove membros do supremo, seis são da religião católica e três são judeus. Entre os judeus está Elena, uma judia nova-iorquina. A imprensa sempre traz a tona a origem, a religião dos membros do Supremo, como um fator positivo. Vamos aproveitar para investigar a origem do sobrenome de Elena Kagan.

Para quem não sabe, KAGAN é uma das variáveis para o sobrenome COHEN.

Os judeus ashkenazim costumam dar aos seus descendentes os nomes de seus parentes falecidos.

Já entre os judeus sefaradim, é costume dar aos filhos os nomes de seus avós, mesmo que ainda estejam vivos.

As listas de sobrenomes do Império Austro-Húngaro, em geral, traziam palavras em Alemão, muito parecidas ao Idish. (No ano de 1788 os judeus de Galitzia-Austria foram obrigados a escolher sobrenomes)

SIGNIFICADO DOS SOBRENOMES


Existem milhares de sobrenomes judaicos que utilizam a combinação de cores, elementos da natureza, profissão, cidades e características físicas.


Cores:

Roit, Roth (Vermelho);
Grun, Grien (verde);
Wais, Weis (branco);
Schwartz, Swarty (preto);
Gelb, Gel ( amarelo ).

Paisagens

Berg (montanha);
Tal, Thal (vale);
Wasser (água);
Feld (campo);
Stein (pedra);
Stern (estrela).

A terminação indica o idioma que se falava no país de acordo com seu sobrenome.

Sobrenomes espanhóis:


Entre os sobrenomes de judeus sefaradim é fácil reconhecer suas profissões, trabalhos, cidades e origens, derivado do árabe e do Hebraico:

Amzalag, Joalheiro

Bresca - Verdureiro

Nagar - Carpinteiro

Mizrahi - Oriental

Haddad - Ferreiro

Hakim - Médico

Helou - Doce

Masri -  Egipcio

PROFISSÕES RELACIONADAS COM A SINAGOGA COMO:


Hazan - Cantor
Melamed ou Melamud - Professor
Dayan ou Daian - Juíz


SOBRENOMES ADQUIRIDOS AO VIAJAR

Sobrenomes que derivam de cidades (cuja origem é clara) - Romano, Toledano, Misnki, Kracoviac.

Muitas avós da Polônia se chamam Sprintze. Da onde vem este nome?

No Hebraico não se escreve a vogal, assim, um nome que escrito em Hebraico seria Sprinz e em Polonês se lê Sprintze, para a versão em Espanhol foi adaptado para Esperanza.

MUDANÇAS DE SOBRENOMES:

Existem inúmeras histórias de mudança de sobrenomes. Durante a época da Inquisição na Espanha e em Portugal muitos judeus acabaram se convertendo a força, e acabaram adotando novos sobrenomes, como Salvador.

Ao fugirem para a Holanda, América ou para o Império Turco, muitos voltaram a religião judaica, e mantiveram seus sobrenomes.  Nesta época apareceram sobrenomes como Dias, Ferreira, Rocha, Fernandes, Silva, Mendes, Lopes ou Pereira.

Outro fato é a mudança de sobrenomes devido as guerras. Muitos perderam seus documentos, ou conseguiram passaportes com outros nomes. Outras vezes, para evitar o exército, também modificavam seus sobrenomes.

Uma outra questão bem interessante é que, como filhos de imigrantes, muitos sobrenomes dos judeus que imigraram foram modificados ao se traduzir o sobrenome ao idioma do país. Muitas vezes, funcionários do cartório e do porto acabavam modificando a grafia dos sobrenomes judaicos.

Hoje, assistir uma mulher judia ocupar um posto tão alto dentro da cúpula norte-americana, com sobrenome “Cohen,” gera com certeza em todos nós uma sensação de orgulho e de satisfação. Mas talvez ao mesmo tempo, no íntimo, isso acontece com um certo receio, de colocar nossas raízes tão expostas as criticas do mundo.


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